Rumi (Mevlânâ): vida, obras, sema e Konya
Rumi, ou Mevlânâ Celâleddîn-i Rûmî: sua vida em etapas datadas, o que escreveu, a ordem Mevlevi, o sema e o Museu Mevlana em Konya.
Índice

Rumi é o nome usual de Mevlânâ Celâleddîn-i Rûmî, poeta e professor nascido em Balkh (hoje no Afeganistão) em 1207, que viveu em Konya e morreu ali em 1273. Escreveu principalmente em persa, sobretudo o Mesnevî e o Dîvân-ı Kebîr, e a ordem Mevlevi se formou em torno de seu nome. Seu túmulo em Konya é hoje o Museu Mevlana, e a cerimônia Mevlevi do sema está na Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO.
Em resumo · verificado em 30.10.2026
Um poeta do século XIII, seu túmulo em Konya e o sema da ordem que recebeu seu nome.
- Quem: Mevlânâ Celâleddîn-i Rûmî, nascido em 30.09.1207 em Balkh, morto em 17.12.1273 em Konya, aos 66 anos (prefeitura de Konya e Portal da Cultura do Ministério da Cultura e do Turismo).
- Obras: O Mesnevî (seis livros, cerca de 25.700 dísticos) e o Dîvân-ı Kebîr, além da prosa de Fîhi mâ fîh, Mecâlis-i Seb’a e Mektûbât (Enciclopédia do Islã da TDV).
- Museu: O Museu Mevlana em Konya abre todos os dias, das 09:00 às 17:00; a bilheteria fecha às 16:30; gratuito (muze.gov.tr, verificado em 30.10.2026).
- Şeb-i Arûs 2026: Comemorações do 753º aniversário: 07–17.12.2026, em Konya; os ingressos para o sema são vendidos pela internet (Diretoria de Cultura e Turismo de Konya).
- Relatos divergem: quando e como a família deixou Balkh, como Mevlânâ conheceu Şems e o que aconteceu com Şems. Cada relato é atribuído a quem o contou.
O sema, passo a passo
Nove paradas, do chamado ao encerramento.
Uma planta do salão visto de cima. Ao pressionar uma parada, suas marcas se iluminam e aparece o que acontece ali; cada parada tem um nome turco para copiar.
Chamado e entrada 1/9
- Chamado: O meydancı dede, um ancião, faz o chamado “Buyurun yâ hû!” e os dervixes se voltam para o salão. TDV
- Entrada: Com suas vestes, entram com o pé direito, sem pisar na soleira, e ficam em pé com os braços cruzados sobre os ombros. TDV
- O xeique: Ele entra com o meydancı atrás e vai para seu lugar, a pele de carneiro vermelha. Seguem-se a oração, uma leitura do Mesnevî, uma recitação do Alcorão e a oração do xeique junto à pele de carneiro. TDV
Na’t e ney 2/9
- Na’t: Um canto de louvor ao Profeta, em persa, abre o sema. As palavras são atribuídas a Mevlânâ; a composição musical é de Itrî, no makam rast, cantada em pé. TDVPortal da Cultura
- Kudüm: O tocador de kudüm principal dá algumas batidas. TDV
- Ney: O tocador de ney principal executa então um longo solo, um taksim (uma improvisação), no makam do âyin que se segue. TDV
Kudüm e a primeira caminhada 3/9
- Batida inicial: A primeira batida do kudüm inicia o peşrev, a peça de abertura para os instrumentos. O xeique e os semazens batem as mãos no chão, dizem “Allah” em voz baixa e se levantam. TDV
- Caminhada: Os semazens dão passos para a direita; o xeique saúda diante da pele de carneiro, vira à direita e caminha no ritmo do peşrev. TDV
- A linha: Só o xeique pisa no hatt-ı istivâ, a linha imaginada entre a pele de carneiro e a porta; os demais passam por cima dela sem pisar. TDV
Saudação e três voltas 4/9
- Saudação: Frente a frente, os semazens se saúdam um de cada vez, com a mão direita sobre o coração, sob a veste. É o cemâl seyri. TDV
- Voltas: Em seguida, dão três voltas no salão enquanto o peşrev continua. TDV
- O giro: Quando o xeique volta à pele de carneiro, algumas batidas de kudüm interrompem o peşrev, segue-se um breve solo de ney e os cantores iniciam o âyin. TDV
Primeiro selâm 5/9
- Sem mantos: Os semazens tiram seu hırka (manto), exceto o semazen principal, que conduz os giros. TDV
- Permissão: Ele beija a mão direita do xeique, e o xeique beija seu sikke (gorro de feltro); os demais fazem o mesmo. É a ruhsat, a permissão para girar. TDV
- Giros: A mão direita fica erguida e a esquerda, abaixada. Giram sobre o próprio eixo e pelo salão, dizendo interiormente o nome de Deus a cada giro. TDV
- Sentido: Compreensão da condição de servo. TDVPortal da Cultura
Segundo selâm 6/9
- Mudança: Uma mudança de ritmo encerra o primeiro selâm. Os semazens param, voltam-se para o centro e se curvam; apoiam-se uns nos outros, em duplas e trios. TDV
- O xeique: Ele avança três passos e se curva, e todos se curvam. Ora em silêncio, recua e acena com a cabeça: o segundo selâm pode começar. Começa sem os beijos. TDV
- Sentido: Reverência diante do poder de Deus. TDVPortal da Cultura
Terceiro selâm 7/9
- Mudança: Uma nova mudança de ritmo faz a passagem do segundo selâm para o terceiro. TDV
- Sentido: A reverência se transforma em amor: entrega plena a Deus, chamada vuslat (alcançar). TDVPortal da Cultura
Quarto selâm 8/9
- Na borda: Quando o último semazen se junta aos demais, todos continuam girando na borda. O semazen principal se curva diante do xeique, vai para a esquerda dele e para de dar voltas. TDV
- O xeique gira: Ele avança até diante da pele de carneiro, se curva e entra no sema no meio do salão, lentamente, segurando o manto na cintura e na gola. É o post semâı. TDV
- Sentido: Quem terminou a jornada interior retorna à condição de servo. TDVPortal da Cultura
Encerramento 9/9
- Peças finais: A parte cantada termina. Os instrumentos tocam um último peşrev e uma peça rápida de encerramento, o yürük semâı. Um último taksim continua até o xeique, ainda girando, chegar à pele de carneiro. TDV
- Recitação: Um cantor recita uma passagem do Alcorão, geralmente da surata 2, versículo 115; todos se curvam e se sentam. Seguem-se uma oração em persa (gülbank), a Fâtiha e o gülbank do próprio xeique. TDV
- Saída: O xeique saúda, vai até a porta e sai; todos saúdam a pele de carneiro e saem. TDV
Seus nomes e seu ano de nascimento
O nome completo é Muhammed b. Muhammed b. Hüseyin el-Belhî (TDV). Os nomes usados para ele são palavras simples, cada uma com um significado.
- Mevlânâ
- “Nosso mestre”, o título que a ordem Mevlevi usa para ele.
- Rûmî (Rumi)
- “De Rûm”: Rûm era o nome da Anatólia em sua época.
- Celâleddîn
- Seu epíteto.
- el-Belhî
- “De Balkh”, a cidade onde nasceu.
- Molla Hünkâr
- Outro nome usado para ele.
- Mevlevî, Mevleviyye
- A ordem que recebeu o nome de Mevlânâ e seus membros.
Nascido em Balkh
30.09.1207, no atual Afeganistão
- 30.09.1207
- A data da prefeitura de Konya (6 Rebîülevvel 604). As fontes concordam quanto ao ano de 1207 (TDV).
- 1184 (580)
- Gölpınarlı, tradutor do Dîvân para o turco, defendeu esse ano com base em um verso do Dîvân (TDV).
Sua vida em etapas datadas
De Balkh a Konya, em nove etapas.
- 30.09.1207. Nasce em Balkh (prefeitura de Konya). Seu pai é Bahâeddin Veled (1151–1231), pregador e professor com o título sultânü’l-ulemâ, “sultão dos eruditos” (TDV).
- 1212–13, ou até 1220. A família deixa Balkh. Eflâkî, um dos primeiros biógrafos da ordem, situa a partida em 1212–13, quando Mevlânâ tinha cinco anos. Sultan Veled, seu filho, conta que o avô partiu para o Hejaz e que Balkh foi invadida enquanto ele estava a caminho. Os mongóis tomaram as cidades de Khorasan em 1220 (TDV).
- Por volta de 1217–1222. O caminho para o oeste. Eflâkî cita Bagdá, Malatya (1217), Sivas (1219), Akşehir e Larende (hoje Karaman), depois Konya, a convite do sultão seljúcida Alâeddin Keykubad. A TDV observa que essas datas não se encaixam na passagem por Bagdá em 1220 (TDV). No Portal da Cultura, a família chega a Larende em 1222 (página do museu).
- 1225–1226. Em Karaman, casa-se com Gevher Hatun em 1225 (Portal da Cultura, prefeitura de Konya). Seu filho Sultan Veled nasce em Larende em 25.04.1226 (TDV).
- 23.02.1231. Seu pai morre em Konya. Mevlânâ, aos 24 anos, assume o ensino que ele ministrava (TDV).
- A partir de 1232. Seyyid Burhâneddin Muhakkık-ı Tirmizî, aluno de seu pai, chega a Konya e o orienta por nove anos. Por volta de 1233, Mevlânâ estuda em Alepo e Damasco (TDV).
- 29.11.1244. Şems-i Tebrîzî chega a Konya. Mevlânâ deixa suas aulas e seus sermões para estar com ele (TDV).
- 1247–1273. Depois de Şems, Selâhaddîn-i Zerkûb e, em seguida, Hüsâmeddin Çelebi conduzem seu círculo. Por insistência de Hüsâmeddin, o Mesnevî é composto: o Livro I começa a ser escrito em 1258–61 e é concluído em 1263/64 (TDV).
- 17.12.1273. Morre em Konya num domingo, ao pôr do sol, aos 66 anos (prefeitura de Konya, Portal da Cultura). Os Mevlevis chamam essa noite de Şeb-i Arûs, “noite de núpcias”.
Em seu funeral
A hora do encontro
Em uma passagem citada pela prefeitura de Konya, ele pede que ninguém chore: «Cenazemi görünce ayrılık ayrılık deme. O vakit benim buluşma ve görüşme zamanımdır.» Isto é: “Quando virem meu funeral, não digam ‘separação, separação’. Essa é a hora do meu encontro e da minha união.” (prefeitura de Konya)
- A multidão
- Sultan Veled conta que uma multidão muito grande, de todas as fés e escolas, esteve no funeral (TDV).
- A oração
- Kadı Sirâceddin conduziu a oração fúnebre depois que Şeyh Sadreddin desmaiou (prefeitura de Konya).
Şems-i Tebrîzî e os anos do Dîvân
Şems-i Tebrîzî (“Shams de Tabriz”) chegou a Konya em 29.11.1244, 26 Cemâziyelâhir 642 (Eflâkî e Sultan Veled; TDV). Mevlânâ deixou suas aulas e seus sermões para estar com ele. Os relatos de como se conheceram e de como tudo terminou divergem.
Qual relato?
Uma linha para cada narrador (TDV).
- Eflâkî
- Em Konya, Şems parou Mevlânâ na rua com uma pergunta, e os dois seguiram juntos para a madraça. Em outra passagem, Eflâkî relata um encontro anterior em Damasco, onde Şems beijou sua mão e desapareceu na multidão.
- Sipehsâlâr
- Şems estava sentado em um banco numa hospedaria; Mevlânâ passou, seus olhares se cruzaram e eles ficaram sentados por muito tempo sem falar.
- Câmî
- Şems jogou os livros de Mevlânâ em um tanque de água e os retirou intactos.
- Kureşî
- O encontro foi na casa de Mevlânâ; surgiu fogo entre os livros.
- Midhat Bahârî
- Escritor Mevlevi do século XX, rejeita a história do tanque de água e a maioria dos outros relatos antigos do encontro.
- 1245–46
- Şems parte para Damasco; a primeira carta enviada a ele ali é datada de 11.03.1246. Ele volta, casa-se com Kimyâ Hatun e desaparece pela segunda vez.
- Sultan Veled
- Şems partiu em 08.12.1247 (8 Şâban 645), e nenhum vestígio dele foi encontrado.
- Eflâkî
- Situa o episódio em dezembro de 1246 (Şâban 644). Şems foi chamado para fora, uma faca o atingiu, ele gritou e desapareceu, deixando algumas gotas de sangue. Um segundo relato seu, vindo de Ulu Ârif Çelebi e de sua mãe Fatma Hatun: Şems foi morto, jogado em um poço e sepultado perto de Emîr Bedreddin, na madraça de Mevlânâ.
- Sipehsâlâr
- Não há menção a um assassinato.
- Eflâkî e Câmî
- Uma sepultura ao lado de Bahâeddin Veled.
- Sahih Ahmed Dede
- Şems morreu de causas naturais em 1247 e foi sepultado perto de Emîr Bedreddin.
- Devletşah
- O boato de um assassinato “certamente não é verdadeiro”.
- Kureşî, Fürûzanfer, Midhat Bahârî
- Kureşî duvida de um assassinato; Fürûzanfer e Midhat Bahârî interpretam o caso como um desaparecimento.

Depois de Şems
- Os encontros de sema. Eflâkî: Mevlânâ os iniciou depois que Şems partiu. Sipehsâlâr: Şems o incentivou a praticar o sema (TDV).
- Os poemas. A maioria dos poemas do Dîvân data dos anos com Şems; o Mesnevî veio depois (TDV).
- O círculo. Selâhaddîn-i Zerkûb, depois Hüsâmeddin Çelebi, por cuja insistência surgiu o Mesnevî; depois Sultan Veled (TDV).
O que escreveu e onde encontrar em turco
Duas obras em verso, o Mesnevî e o Dîvân-ı Kebîr, e três em prosa. Cada aba traz informações e uma frase em turco para pedir a obra numa livraria.
Qual obra?
Os números são da TDV; as cópias diferem.
Mesnevî: um poema em seis livros
- Total
- Cerca de 25.700 dísticos; as cópias variam de 25.585 a 26.660, e a cópia Veledî tem 25.668 (TDV).
- Por livro
- Na edição de Nicholson: I 4.003; II 3.810; III 4.810; IV 3.855; V 4.238; VI 4.916.
- Data
- Hüsâmeddin Çelebi pediu que ele o escrevesse. O Livro I começou a ser escrito em 1258–61 e foi concluído em 1263/64; a obra inteira levou de 8 a 10 anos e terminou em 1268.
- Verso inicial
- Bişnev ez ney çün hikâyet mîkuned: bişnev significa “escute”, e o ney é a flauta de junco.
- Cópia mais antiga
- A cópia Veledî, nº 51 da biblioteca do Museu Mevlana, foi concluída em Konya em 1278, cinco anos depois de sua morte.
- Em turco
- Veled Çelebi İzbudak, com revisão de Gölpınarlı (1942–46). A primeira edição crítica é a de Nicholson (Londres, 1925–40).
- Mesnevî’nin Türkçe çevirisi var mı?Há uma tradução do Mesnevî para o turco?
Dîvân-ı Kebîr: a coletânea de poemas líricos
- Total
- As cópias contêm de 30.000 a 50.000 dísticos, e as mais confiáveis ultrapassam 43.000. A edição de Furûzânfer tem 3.229 gazel (poemas líricos) e poemas terkîb-bend, além de 1.765 rubâî (quadras) (TDV).
- Idiomas
- Persa de Khorasan com trechos em árabe e poemas em grego (Rumca).
- Outro nome
- Dîvân-ı Şems, porque os gazéis usam o pseudônimo Şems.
- Em turco
- Gölpınarlı, sete volumes (1957–74). Uma seleção, Divan-ı Kebir’den Seçme Şiirler, é de Midhat Bahârî Beytur.
- Dîvân-ı Kebîr’den seçmeler var mı?Há seleções do Dîvân-ı Kebîr?
Fîhi mâ fîh: suas conversas
- Tipo
- Conversas anotadas em vida por Sultan Veled ou outro discípulo e reunidas depois de sua morte (TDV).
- Total
- Cerca de 75 seções, seis em árabe e as demais em persa.
- Nome
- Significa aproximadamente “o que está nele está nele”.
- Em turco
- Anbarcıoğlu (1958) e Gölpınarlı (1959).
- Fîhi mâ fîh’in Türkçe çevirisi var mı?Há uma tradução de Fîhi mâ fîh para o turco?
Mecâlis-i Seb’a: sete sermões
- Tipo
- Sete sermões (TDV).
- Cópia mais antiga
- Datada de 753 (1352), no museu de Konya.
- Em turco
- Gölpınarlı (1965).
- Mecâlis-i Seb’a’nın Türkçe çevirisi var mı?Há uma tradução de Mecâlis-i Seb’a para o turco?
Mektûbât: suas cartas
- Tipo
- Cartas, em sua maioria a funcionários públicos em favor de pessoas necessitadas (TDV).
- Em turco
- Gölpınarlı (1963).
- Mektûbât’ın Türkçe çevirisi var mı?Há uma tradução do Mektûbât para o turco?

O que ensinava, segundo a TDV
Três pontos, cada um atribuído ao verbete sobre ele na Enciclopédia do Islã da TDV.
O Alcorão e a Suna
Sua fonte é o Alcorão e a Suna, o caminho do Profeta. Um dístico: “Enquanto houver vida em meu corpo, sou escravo do Alcorão. Sou a poeira do caminho de Muhammad, o escolhido.”
Outro verso: “Sou como um compasso: com um pé me firmo na sharia, com o outro viajo entre as setenta e duas nações.”
Razão e amor
A razão é útil nas questões mundanas, mas pode ser um obstáculo às verdades divinas. Quem percorre o caminho espiritual precisa do amor divino, aşk.
Vahdet-i vücûd
A unidade do ser, ou da existência: a unidade no ser é fundamental, apesar da aparente separação.
A TDV acrescenta que não se trata de uma fusão com Deus ou de entrar em Deus, mas de ir além do próprio ser relativo.
A ordem Mevlevi depois dele
A ordem se formou em torno de sua família e de seus seguidores e tinha 129 pequenos conventos de dervixes (zâviye). A TDV cita o convento de dervixes com o túmulo de Şems em Konya e o convento de dervixes de Karaman, onde a mãe de Mevlânâ está sepultada, como os mais importantes (TDV).
- Depois de 1273. Um túmulo é construído sobre sua sepultura na época de Hüsâmeddin Çelebi, por insistência de Sultan Veled, com recursos de Muînüddin Süleyman Pervâne e sua esposa Gürcü Hatun (TDV).
- 1292–1312. Sultan Veled assume a liderança em 1292 e morre em 1312 (TDV).
- 1421–1460. As regras da ordem são fixadas na época de Pîr Âdil Çelebi (TDV).
- 1426 e 1491. O primeiro convento de dervixes otomano abre em Edirne em 1426; o de Galata (Kulekapı), em Istambul, em 1491 (TDV).
- 1666–1684. O sema é proibido em 1666, e a proibição é suspensa em 1684 (TDV).
- 1925–26. Os conventos de dervixes são fechados por lei em 1925; em 1926, os túmulos de Mevlânâ e Hacı Bektâş são abertos como museus sob uma nova lei (TDV).
- 1946 e 1954. As comemorações de Şeb-i Arûs começam como pequenas apresentações de sema em Konya (TDV).
Graus e funções (TDV)
- şeyh, postnişin
- O dirigente de um convento de dervixes. No convento de Konya, os dirigentes eram descendentes de Mevlânâ (muze.gov.tr).
- muhib
- Um seguidor que não precisava morar no convento de dervixes e podia ir apenas para o sema; usar o manto e o gorro era sua escolha.
- çilekeş can
- Um aprendiz na cozinha, matbah-ı şerif. A çile (“provação”) começa ali, com 18 tipos de serviço, das compras à lavagem da louça, e dura 1.001 dias.
- dede
- Um ancião; depois dos 1.001 dias, o dervixe tem uma cela própria no convento de dervixes e é chamado de dede.
- mesnevîhan
- O leitor do Mesnevî na cerimônia.
- neyzenbaşı, kudümzenbaşı
- O tocador de ney principal e o tocador de kudüm principal, que conduzem os músicos.
O sema e suas vestes
O âyin Mevlevi, ou sema, na forma abreviada, é um encontro para a lembrança de Deus (zikir) que tomou forma depois de Mevlânâ, a partir dos giros que ele fazia em encontros religiosos (TDV).

As vestes
- sikke
- O gorro alto de feltro (Portal da Cultura).
- hırka
- O manto, retirado no primeiro selâm.
- tennûre
- A saia.
- O artesão de sikke
- O Portal da Cultura cita Mehmet Girgiç como um dos poucos artesãos de sikke; os sikkes do Museu Mevlana são dele. O ministério o nomeou “Tesouro Humano Vivo” em 2010 (Portal da Cultura).


Os instrumentos são o ney (flauta de junco), o kudüm (tambores pequenos) e o ud (um alaúde) (Portal da Cultura).
De onde vem
Dos giros de Mevlânâ a uma sequência fixa
- Época de Mevlânâ
- Ele girava nos encontros, sem uma regra fixa (TDV).
- Sultan Veled
- A sequência começa a tomar forma sob seu filho (TDV); uma forma disciplinada desde a época de Sultan Veled e Ulu Ârif Çelebi (Portal da Cultura).
- Século XV
- A cerimônia segue modos fixos na época de Pîr Âdil Çelebi; os últimos ajustes são de Pîr Hüseyin Çelebi, no século XVII (TDV).
Outras formas
- âyîn-i cem‘. Uma forma breve na sala de reuniões, sem as três voltas.
- garipler semâı. Depois que as luzes se apagam, sem música, no estilo post semâı: 18 giros.
- mübtedî mukabelesi. Para um novo dervixe que terminou seu aprendizado do sema; quem conduz é o ancião cozinheiro, e não o xeique. (TDV)
O que os movimentos representam
Duas interpretações, nas palavras de suas fontes
- TDV
- A cerimônia representa o Dia da Ressurreição: o sikke é uma lápide, a tennûre uma mortalha e a hırka uma sepultura. O ney é o “ser humano perfeito”, e a primeira batida do kudüm é a ordem “kün” (“seja”). As três voltas remetem a três graus de certeza: ilme’l-yakîn, ayne’l-yakîn e hakka’l-yakîn.
- Portal da Cultura
- O piso circular é o mundo, o xeique o sol, o semazen principal a lua e os semazens os planetas. A mão direita recebe de Deus e a esquerda dá.
O Museu Mevlana em Konya
O museu é o antigo convento de dervixes Mevlevi construído em torno de seu túmulo. O endereço é Aziziye Mahallesi, Müze Alanı Caddesi No:1, Konya (muze.gov.tr).
Museu Mevlana
Horários e entrada, verificado em 30.10.2026
- Abre
- 09:00–17:00 todos os dias. A bilheteria (gişe) fecha às 16:30. Às segundas-feiras, a bilheteria abre às 10:00 (muze.gov.tr).
- Taxa
- Gratuito (ücretsiz).
- Audioguia
- Há um audioguia (sesli rehber).
- 1274. O núcleo é o túmulo, construído em 1274 (muze.gov.tr). A Cúpula Verde, Kubbe-i Hadrâ, se apoia em quatro “patas de elefante” e é atribuída ao arquiteto Tebrizli Bedreddin (Portal da Cultura).
- Século XVI. O semahane (salão do sema), a sala de oração, as celas dos dedegân, a cozinha e o şadırvan (uma fonte coberta) (muze.gov.tr). O şadırvan coberto é de Yavuz Selim, 1512 (Portal da Cultura).
- 1565. Os sarcófagos de mármore de Mevlânâ e Sultan Veled (TDV).
- 1854. A biblioteca é fundada (Portal da Cultura).
- 1925. O convento de dervixes é fechado (muze.gov.tr); uma lei fecha todos os conventos de dervixes (TDV).
- 1926 ou 1927. Aberto em 1926 como Museu de Monumentos Antigos de Konya, Asar-ı Atika (muze.gov.tr). A TDV situa a decisão em 01.09.1926 e a abertura em 02.03.1927 (TDV).
- 1954. Recebe o nome de Museu Mevlana (muze.gov.tr).

Uma volta pelo pátio
- Portão. A entrada no pátio é pelo Portão Dervişân, o Portão dos Dervixes.
- Norte e oeste. As celas dos dedes.
- Sul. A cozinha e o túmulo de Hürrem Paşa; esse lado termina no Portão Hâmûşân (Susmuşlar), “os silenciosos”.
- Leste. O prédio principal: o semahane, a mesquita e os túmulos.
- No pátio. O şadırvan coberto e o tanque de Şeb-i Arûs. (Portal da Cultura)
Os túmulos
Sarcófagos de mármore de Mevlânâ e Sultan Veled, de 1565, sob coberturas de tecido da década de 1890. A TDV acrescenta que Mevlânâ recusou um túmulo e seu filho aceitou um (TDV).
O semahane
Hoje, um salão de exposição de vestes, instrumentos e manuscritos, com galerias, entre elas uma para músicos (TDV).
A biblioteca
Fundada em 1854: 2.756 volumes e mais de 4.000 manuscritos. Uma cópia do Mesnevî de 1278 é guardada ali (Portal da Cultura).
A bacia Nisan
Uma bacia de bronze com incrustações de prata e ouro, feita para o governante ilcânida (mongol) Ebû Said Bahadır Han: 1327 (Portal da Cultura), ou doada em 1333 (TDV).



Şeb-i Arûs e o sema hoje
Şeb-i Arûs significa “noite de núpcias”. É o nome Mevlevi para a noite de sua morte, 17 de dezembro. O nome remonta a seu desejo de que ninguém chorasse em seu funeral e a sua descrição do dia da morte como a hora do encontro (TDV). As comemorações do aniversário são realizadas em Konya.
Şeb-i Arûs 2026
O 753º aniversário de Vuslat, verificado em 30.10.2026
- Datas
- 07–17.12.2026.
- Local
- Centro Cultural Mevlâna de Konya, Salão do Sema.
- Ingressos
- Os ingressos para o sema são vendidos pela internet.
- Outros eventos
- Outros eventos culturais nos salões de Konya durante Şeb-i Arûs são gratuitos (Diretoria de Cultura e Turismo de Konya).
- No verão. O sema é realizado pelo menos duas vezes por semana em Konya e Istambul (Portal da Cultura, verificado em 30.10.2026).
- UNESCO. A Cerimônia Mevlevi do Sema foi proclamada Obra-Prima em 2005 e inscrita na Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial em 2008, em nome da Turquia. O ano de 2007, do 800º aniversário de seu nascimento, constou na lista de aniversários da UNESCO (Portal da Cultura).
- Istambul. Os conventos de dervixes de Galata e Yenikapı foram restaurados por volta de 2010 como centros onde os semazens treinam (Portal da Cultura).
Palavras e frases em turco
O botão “Copiar” coloca uma linha em turco na área de transferência, pronta para mostrar ou colar.
- Mevlana Müzesi nerede?Onde fica o Museu Mevlana?
- Müze her gün açık mı?O museu abre todos os dias?
- Son giriş saat kaçta?Qual é o horário da última entrada?
- Sesli rehber var mı?Há audioguia?
- Sema töreni ne zaman?Quando é a cerimônia do sema?
- Sema töreni için bilet nereden alınır?Onde compro um ingresso para a cerimônia do sema?
A bilheteria fecha às 16:30 (muze.gov.tr, verificado em 30.10.2026).
- gişe
- Bilheteria.
- bilet
- Ingresso.
- ücretsiz
- Gratuito.
- sesli rehber
- Audioguia.
- semahane
- O salão do sema.
- tören
- Cerimônia.
Fontes
Os fatos, as datas e os números vêm destas páginas da Enciclopédia do Islã da TDV, do Ministério da Cultura e do Turismo, da Diretoria Provincial de Cultura e Turismo de Konya e da Prefeitura Metropolitana de Konya.
- Mevlânâ Celâleddîn-i Rûmî — TDV İslâm Ansiklopedisi, Reşat Öngören, edição impressa 2004, verificado em 30.10.2026
- Mevleviyye — TDV İslâm Ansiklopedisi, Ş. Barihüda Tanrıkorur, edição impressa 2004, verificado em 30.10.2026
- Mevlevî âyini — TDV İslâm Ansiklopedisi, Nuri Özcan, edição impressa 2004, verificado em 30.10.2026
- Mesnevî (Mevlânâ) — TDV İslâm Ansiklopedisi, Semih Ceyhan, edição impressa 2004, verificado em 30.10.2026
- Dîvân-ı Kebîr — TDV İslâm Ansiklopedisi, Tahsin Yazıcı, edição impressa 1994, verificado em 30.10.2026
- Şems-i Tebrîzî — TDV İslâm Ansiklopedisi, Semih Ceyhan, edição impressa 2010, verificado em 30.10.2026
- Sultan Veled — TDV İslâm Ansiklopedisi, Veyis Değirmençay, edição impressa 2009, verificado em 30.10.2026
- Fîhi mâ fîh — TDV İslâm Ansiklopedisi, Mehmet Demirci, edição impressa 1996, verificado em 30.10.2026
- Mevlânâ Müzesi — TDV İslâm Ansiklopedisi, Haşim Karpuz, edição impressa 2004, verificado em 30.10.2026
- Bahâeddin Veled — TDV İslâm Ansiklopedisi, M. Nazif Şahinoğlu, edição impressa 1991, verificado em 30.10.2026
- Mevlana Museum — Ministério da Cultura e do Turismo, muze.gov.tr, verificado em 30.10.2026
- Mevlâna Müzesi — Ministério da Cultura e do Turismo, Portal da Cultura, verificado em 30.10.2026
- Mevlevî Semâ Töreni — Ministério da Cultura e do Turismo, Portal da Cultura, verificado em 30.10.2026
- 753. Şeb-i Arûs Tören Programı — Diretoria Provincial de Cultura e Turismo de Konya, verificado em 30.10.2026
- Mevlânâ Hayatı — Prefeitura Metropolitana de Konya, verificado em 30.10.2026
Horários verificados em 30.10.2026, sujeitos a mudanças; a página do museu no site do ministério é o primeiro lugar a consultar antes de uma visita.

